Análise: Wild Guns, Tem cara de anime, gosto de arcade, mas é do SNES

Sejam bem vindos novamente ou caso seja sua primeira vez no blog só seja bem vindo mesmo).


                                                     Será que essas capas eram todas desenhadas pelo mesmo cara 

Hoje vou falar de uma pérola do SNES que muitos desconhecem que é o Wild Guns, ele foi produzido pela Natsume em 1994 e se trata de um jogo de tiro com uma câmera pré fixada atras dos personagens, é ai que esta seu diferencial, ele e Sunset Riders são os jogos que me vem a cabeça quando se fala de faroeste do SNES, porem a adaptação de Wild Guns se trata de um futuro alternativo com mechas e cowboys, algo muito insano e divertido.

Jogabilidade

         O robô é estiloso, mas como chefe ele é um coitado 

No jogo controlamos a “mira” do personagem escolhendo onde os disparos serão feitos, porém não exploramos o cenário apenas desviamos de tiro e apos os inimigos serem derrotados (as vezes um subchefe também) avançamos para próxima fase, são 6 estágios para terminar, o jogo é curto, mas bem difícil, características de jogos de arcade, curioso não ter sido lançado para arcades na época, talvez a empresa não tivesse o know-how para isso, alem dos tiros os personagens jogam bombas laços que paralisam e esquivam (esquivar é fundamental para sobreviver).

Qualidades técnicas e afins

Ter escolhido esse jogo para o review já indica que eu gosto muito dele, (poderia ter pegado um jogo ruim para falar mal também, mas isso vou deixar pra outro dia) Acho que o ponto forte do jogo é o capricho com que ele é feito, não tem nada “nas coxa”, arte, som jogabilidade, dificuldade, se fosse apontar um defeito eu diria que ele poderia ter mais conteúdo, mais telas personagens e uma historia mais profunda, pois o que se encontra é apenas um plot inicial e muitos tiros.

Nova versão

Em quatro players esse jogo vira um verdadeiro caos

Em 2016 a Natsume ressurgiu das cinzas mais de 20 anos após o lançamento original e fez a versão reloaded de Wild Guns, basicamente o mesmo jogo porem com mais cenários,armas e personagens, mais multiplayer para 4 jogadores, parece perfeito, afinal soluciona o problema do antigo, porem o preço dele é muito salgado para um jogo de “SNES com esteroides”.

Conclusão

Fazer uma conclusão deixa meu post com cara de atividade escolar, só venho salientar que quem não jogou deve jogar e quem puder pagar, ou queira abaixar um piratinha craqueado que deve haver por ai (não estou aqui para julgar ninguém) pegue o reloaded porque é um multiplayer para 4 sem modo online, uma coisa bem rara.

Obrigado por ler até aqui

Dark

Análise: King of Dragons, o melhor jogo do D&D no SNES

Bom dia, (nossa, como eu estou formal hoje)

Resultado de imagem para king of dragons
Não sei porque, mas essa capa me da uma vontade de tomar catuaba.


Hoje vou falar de um dos meus jogos favoritos do SNES (e do Arcade também) e um dos meus jogos favoritos em geral que é o King of Dragons, para quem não conhece King of Dragons foi lançado em 1991 para o Arcade na placa CPS1 e portado para o SNES em 1994, se trata de um jogo side scrolling de beat ‘n up (muitos termos em inglês aqui hein, basicamente eh um jogo de tretinha com câmera de lado e umas espadas e uns orcs).


Personagens

Uma das coisas que mais gosto desse jogo é que ele tem 5 personagens distintos que evoluem de forma distinta para jogar, alguns são mais simples de dominar que outros, porém todos são bem jogáveis, os personagens do jogo são:

Elfo:


Tem o melhor alcance e uma velocidade de ataque media o dano é bom, porém tem poucos pontos de vida e evolui mais devagar, recomendado para jogadores intermediários embora seja o favorito de muita gente melhor escolher ele quando estiver jogando com amigos.

Guerreiro:


Tem a melhor vida, melhor dano, ataca rápido, evolui rápido, ele é disparado meu personagem favorito. Embora tenha um alcance menor e não fique muito mais poderoso quando evolui um jogador habilidoso consegue compensar isso fácil, ele é uma das melhores opções (junto com o clérigo) para se jogar sozinho.

Anão:


É um guerreiro em miniatura, a vida é levemente menor e ele evolui mais devagar, porem ele tem um dano melhor, e um pouco menos de alcance, eh uma opção legal, mas é o personagem que menos me interessa, talvez por não ter um diferencial.


Clérigo:


Ele é mediano em tudo, alem de contar com o escudo que salva bastante, bom para iniciantes e bom para completar o time, porém ele é um pouco lento quem jogar com ele deve estar ciente disso sempre, senão vai apanhar muito.


Mago:


O favorito de muitos (creio que por ser mais estiloso), é o personagem mais difícil de se jogar, ele é muito fraco e lento no inicio, 2 porradas são o suficiente para matar ele e a magia nos níveis iniciais é menos eficiente que uma espadada, alem de ser o que mais demora para evoluir, porém ele se torna o mais poderoso nos últimos níveis valendo o investimento, mas chegar nos últimos níveis com ele é bem difícil.

O jogo em si

Mapinha simpatico, gosto dos graficos desta epoca


Não tem muito mistério aqui, é andar e bater, evite apanhar mate o boss e ganhe seu item magico (upgrade), repita o processo pelos 16 níveis do jogo. O charme da coisa esta em jogar com os amigos e tentar otimizar seu jogo para chegar ao final com os 5 créditos do SNES ou com 1 ficha no Arcade, já que ele não permite continuar (ao menos na versão que eu jogo). Para alguns isso é frustrante, mas acho desafiador e o fato de você evoluir e conseguir cada vez mais um resultado melhor no jogo é a graça. Os níveis alem de inimigos contam com armadilhas e uns itens escondidos (bem difíceis de achar, vasculhem tudo), os chefes são difíceis, mas é como eu disse, com o tempo você aprende a matar os primeiros tranquilamente para ter mais recursos pro fim do jogo, sem isso você morre antes da metade dele.

Versões disponíveis

A versão OpenBor permite até 4 players, é muita pancada voando para todo lado.
Como já mencionei existe uma versão arcade e uma de SNES, a de arcade é bem melhor em gráficos e jogabilidade, mas a de SNES é muito boa também dentro de suas limitações. O que eu não havia dito é que existe uma versão fan made em OpenBor excelente, o pessoal criou muito conteúdo para o jogo, vale muito a pena conferir, mas minha dica é; jogue o original antes pois vale muito a experiencia.

Dark

Link para versão do OpenBor: