Top 5 defeitos do D&D 5E parte II

Saudações a todos, hoje trago a 2° parte dos defeitos do D&D 5E originalmente não era a intenção fazer este post, mas dois motivos me incentivaram 1° a parte 1 é minha postagem mais popular do blog 2° jogando um pouco mais pude maturar mais uns pontos do jogo que me desagradaram, então sem mais delongas vamos aos tópicos:

5° Destreza o atributo supremo

Que belo por do sol para morrer…

Poucos são os jogos em que um atributo é tão usado e tão fundamental pra todo mundo quanto a destreza no 5E, ela serve para iniciativa,ataque,dano,resistência,CA,pericias entre outras coisas, já servia para muitas coisas antes mas permitir somar no dano “naturalmente” ou seja sem um talento especifico ou restrição pra isso (ao menos a arma deve ter a propriedade finesse pra corpo a corpo). Ok isso faz até algum sentido e D&D nunca foi plenamente balanceado, mas com certeza não é muito saudável pro jogo ter um grupo onde os ágeis são plenos em tudo e o resto que se vire, o problema da destreza leva até o próximo tópico.

4° Os malditos “dump stats”

Essa proeza demanda muito azar além de falta de habilidade

Esse não é um problema da 5° edição e nem apenas do D&D, mas sim um problema do RPG em geral, que consiste na manobra de remover os pontos de um atributo inútil e colocar tudo no principal (carisma é a vitima favorita), de qualquer forma não faria sentido manter um atributo que não lhe serve no jogo, porém ele não deveria servir de munição pra você tunar seu personagens e interpretar um rascunho de ser vivo com 3 em um atributo e 20 em outro.

3° O maldito Polimorfismo

Baconmorfismo

Druidas me enchem o saco pra caramba com as transformações (que passaram de inúteis pra apelativas, o pessoal da Wizards ta bem descalibrado ultimamente), mas a magia polimorfismo é bem pior, com uma magia você consegue acabar com um inimigo, transformando ele em uma ovelha, ou fazer um dos melhores buffs possíveis transformando um aliado em T-Rex, a distancia, sem componentes materiais caros e ainda o oponente não tem direito a um teste por turno pra sair do efeito (como em Imobilizar pessoa), a questão é que tem momentos que é preciso decidir se as magias são puramente interpretativas ou se estão bem parametrizadas, o polimorfismo só explica o que é apelativo e deixa em aberto pontos importantes que ajudariam a controlar melhor o poder da magia, um limite baseado em DVs já seria um bom começo.

2° A falta de desafios a altura

É pra isso que servem os kits do ladinos 

Bom isso pode ser meio idiota de afirmar afinal enfrentar um dragão no primeiro nível é bem letal, mas em media os desafios que estão a altura dos jogadores são muito fáceis, poucas vezes senti o perigo real agora as magias dificilmente matam instantaneamente, não se vira pedra pra sempre com o basilisco (ou seja sem save or die), é muito fácil andar dar seu ataque total e andar de novo, na 3° edição precisava de 6 níveis e 3 talentos no minimo pra conseguir isso, enfim ta bem mais amigável, pode ser qualidade pra alguns, mas eu considero defeito, quero aventura e não um passeio no parque.

1° Pontos de vida a rodo

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Liga pra SAMU

Bom um sistema onde um bandido de ND 1/2 tem 35 pontos de vida devia repensar algumas coisas, isso se ao menos as armas causassem muito dano o que não é o caso, você consegue no 1° nível um 2d6+5 com muito esforço ainda vai penar com uns 3 ataques pelo menos pra matar cada bandido. As classes de conjuradores e especialistas avançaram o DV pra d6 e d8 respectivamente, o descanso completo recupera todos os pontos de vida (na 3° era só uma quantidade igual seu nível, mundo cruel).Acredito que isso seja ruim porque prolonga muito os combates e facilita as coisas em vários aspectos, não que todo mundo deva morrer com uma espadada, mas se o problema era esse então pq não reduzir o dano, existe uma tara por numeros altos?

Por hoje é só, obrigado por prestigiar meu blog

Dark

Minhas variantes para D&D 5E

Bom dia a todos que jogam RPG, (e aos que não jogam também, não tem porque excluir ninguém né)

Venho aqui apresentar minhas variantes para D&D 5E, algumas são oficiais e outras não, gosto muito de experimentar coisas novas e acho que o jogo melhora se for jogado de forma ligeiramente diferente, então as variantes que mais gosto de usar são:


1° “Dado” como bônus de proficiência ao invés de bônus estático (em testes)

Essa variante esta presente no LdM, basicamente consiste em jogar um dado (cujo tamanho varia dependendo de quanto de proficiência você tem, em adição ao d20 quando fizer um teste; por exemplo se você teria +2 de proficiência em um teste de furtividade, com essa variante você terá +1d4 e jogará 1d20+1d4+Des para fazer um teste de furtividade, isso deixa o jogo mais randômico o que é bom pois quando as coisas ficam muito estáticas o jogo fica facil (algo que não aprecio).

2° Descanso curto de 8 horas e descanso longo de 1 semana


Também esta no LdM, não sei quanto a vocês, mas acho muito fácil ter um combate parar 1 hora e recuperar quase todo dano sofrido simplesmente por ficar parado, nessa variante a recuperação é bem mais lenta, mas ainda sim mais rápida que a 3° edição (onde se recuperava 1 PV/nível por dia), acredito que isso faz as escolhas dos jogadores pesarem mais na hora de “desperdiçar” recursos importantes, alem de valorizar quem tem o poder de curar os companheiros.

3° Iniciativa jogada com 1d12


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Esse rolê foi loco

Essa eu concebi de minha própria cabeça, notei que a iniciativa é uma etapa extremamente importante do combate, então creio que rebaixando o dado da iniciativa (alem de valorizar o d12 que é muito ignorado o coitado) vai valorizar os mais rápidos, e prejudicar os mais lentos, faltam mais testes, mas estou otimista com esse sistema.

4° Sem tendencias


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Na falta de uma imagem melhor vai uma de uma estatua olhando para o nada

Acho que definir o personagem por uma tendencia é meio bocó, pessoas não são tão obvias assim, e a vida de um aventureiro envolve basicamente um arrastão atras do outro envolvendo vários latrocínios no percurso, e também que tipo de grupo tolera alguém “Mal” entre eles, se o grupo inteiro for mal eles perseguem pessoas boas, mas ai vira mais uma questão de roleplay e background, os personagens precisam de motivação, resumindo tendencias são descartáveis confie em mim quando digo que é melhor o Jogador escrever 3 linhas sobre o personagem dele do que ser Leal e Bom e assassinar animais na floresta.

5° Sem magias de nível 0


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Queria ser um mago chavosão assim, vou continuar sonhando já que não paga nada pra isso mesmo

Outra polêmica, não gosto de magias de nível 0, a grande maioria é inútil, algumas são boas e outras acabam ofuscando as outras opções de nível 0 fazendo o Mago/Clérigo/alguém que solte raios lançar a mesma magia 50% do tempo. Simplesmente arrancar a magia dos conjuradores seria um “Nerf” (Downgrade ou rebaixamento use o termo que mais agradar) pesado. É preciso compensar com algo, mas precisa ser algo que lembre que magia é coisa séria e usar tem um custo. Minha sugestão é habilitar custos alternativos para magias que envolvam o sacrifício de pontos de vida/experiencia/dinheiro para lançar mais magias adicionalmente em um dia, ou mesmo uma reserva de fadiga para algumas magias diariamente (tipo 1 magia de 1° nível adicional +1 a cada 2 níveis), aceito sugestões. o critério é dar sobrevida a capacidade de conjuração sem tornar o conjurador overpower e sem banalizar a magia.

Por hora é isso, em breve volto com mais

Dark


Top 5 Defeitos do D&D 5E

Boa tarde,

Anteriormente eu listei as 5 qualidades do D&D 5E agora faço o caminho inverso, porque afinal nem tudo são flores, você pode não concordar comigo, mas essa é uma opinião pessoal e sincera, então vamos começar logo com isso.

1° Conjuradores > que todo resto


Aprender a se esconder é aprender a sobreviver

Isso já era um problema da 3° edição, na 4° resolveram e deixaram o jogo equilibrado (até demais) e o problema volta novamente agora, não parece muita coisa a principio, mas analisando da para ver como as magias são a opção mais eficiente na resolução de qualquer conflito, as resistências são mais fáceis de explorar na 5° edição, pois o conjurador pode mirar na fraqueza do oponente como Carisma ou Sabedoria por exemplo, que tende a ser menor do que um teste de vontade seria.

2° Níveis de desafio mal projetados e de difícil compreensão


Góblins bem usados (ou mal) podem gerar um TPK bem precoce

Para os que tiveram o desgosto de ler as regras de projeção de encontro e conseguiram entender eu dou os parabéns, porém para a grande maioria aquilo fica mais confuso a cada vez que se lê, tanto que simplesmente estou preferindo chutar quanto de poder tem um monstro e esperar que ele não trucide os aventureiros, saudades de quando simplesmente se somava os níveis de desafio e consultava uma tabela.

3° Itens mágicos não tem preço

  Consegue reconhecer esses itens?

Ok, muitos dirão que é intencional e que isso evita o efeito “arvore de natal”, mas os preços dos itens servem como uma ferramenta precisa de nivelamento de poder, afinal por que um frasco de cola soberana é lendário e um cetro do alerta é incomum?, os itens mágicos devem ser controlados e não mistificados (mas jogar sem eles também não é um martírio).

4° Personagens são muito iguais


Quem assistiu esse ep. de Rick e Morty pegou a referencia

Você deve estar pensando “Ué mas isso entra em conflito com o fato dos conjuradores serem mais poderosos”, de fato, mas é como na isonomia: “Os iguais são tratados iguais e os diferentes iguais cada um conforme sua diferença”, ou seja os guerreiros depois de escolhidos os caminhos, não mudam mais, todo champion é a mesma coisa. antes na 3° edição haviam talentos para moldar o estilo de combate, agora os talentos são menos presentes e o estilo de combate é um bônus inicial pouco relevante.

5° O jogo é desequilibrado no final das contas


ta ai um grupo overpower!

São muitos os pontos em que o jogo tem desequilíbrio, seja em classes melhores e piores, itens mágicos melhores e piores ( do mesmo nível de raridade, monstros do mesmo ND mais fortes ou fracos e isso acaba influenciando no jogo, pois os fracos são evitados em favor dos fortes, então suas opções caem muito, não que todo personagem tenha de ser poderoso, porém isso é penalizar uma escolha (mais triste que ser meio elfo na 3°edição).

Considerações finais

Basicamente é isso, foi muito mais fácil mapear os defeitos que as qualidades do jogo, não que ele tenha mais defeitos, porém os defeitos são mais fáceis de lembrar já que incomodam mais. caso tenha criticas sugestões ou elogios(duvido), comenta ai.

Abraço a todos e até…

Dark

Top 5 Qualidades do D&D 5E

Olá (Poderia ter começado com um saudação a todos mas acho que aquilo ta ficando repetitivo)
Venho aqui trazer para vocês as 5 maiores qualidades do D&D 5° edição, fiquem a vontade para opinar a respeito:

1° Ele se tornou um jogo mais fácil de aprender

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Convenhamos que dominar D&D 3ª e 4ª edição não é simples (a 4ª eu não domino até hoje), são inúmeros talentos poderes habilidades de classe, o que para um metagamer é ótimo mas para o jogador mais casual é um martírio. O tempo faz os jogadores casuais ficarem overpower, mas o tempo faz os overpowers virarem bons jogadores (as vezes), sendo assim que eles tenham um começo menos traumatizante.

2° Ele quebrou paradigmas antigos

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A 5° edição veio com o proposito de ser elegante, remeter a suas origens,e apresentar alguma evolução (tanto que seu nome era D&D Next), não considero ela muito clássica, ela tem muito o frescor de novidade, o que ela tem de fato eh uma maquiagem clássica, porem ela inovou positivamente em vários aspectos, posso citar as regras de vantagem e desvantagem que descomplicaram a vida de muita gente, os bônus de proficiência, os espaços de magia, isso deixou o jogo bem orgânico.

3° Foco maior no roleplay

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Não vou dizer que regras importam mais que interpretação ou vice versa, sei que deve haver um equilíbrio, enquanto muitos jogos pecam por ter regras de menos D&D estava indo no caminho inverso tendo regras de mais ( a 4ª edição era um videogame de papel). e isso tira o charme do jogo e balança o equilíbrio dos 3 pilares sagrados do jogo interpretação, exploração e combate.

4° Grande quantidade de material nos livros básicos

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Tem mais material que o 4° mas menos que o 3° ( um pouquinho menos), as raças tem sub-raças e as classes tem “caminhos” a serem escolhidos, alem das raças “básicas” tem também as opcionais inclusive os draconatos e tiefilings (que eu detesto mas tudo bem gosto é gosto).Não sei dizer se isso vale como qualidade, mas a sensação de comprar o livro (que é bem caro) e sentir que esta faltando algo é muito triste.

5° Ferramentas de narrativa compartilhada

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Existe de uma forma bem sutil, mas creio que será uma tendencia nos RPG no futuro, mecanismos onde o jogador interfere na historia e cria reviravoltas para a aventura, na forma de trama points, inspiração, backgronds, trinkets etc. Isso não é novidade no RPG mas no engessado D&D é um grande avanço
Por hora é isso, em breve teremos as os Top 5 defeitos do D&D 5E e caso o feedback seja bom farei de outros rpgs também.
Dark